Glória

Que importa a mim o louro do renome, ter aureolada a fronte encanecida. Bem pouco vale o que nos vale a vida, se pelo tempo tudo finda e some. Que importa a imortalização do nome no pétreo fuste em letras esculpida… É tão rara uma glória merecida, que depressa entre as outras se consome. Que … Ler maisGlória

História de um lenço

Eu vou contar uma história que é verdade, não é lenda. É a história de um lencinho todo enfeitado de renda. Ainda me lembro tão bem… foi um dia no cinema, quando me achava a teu lado, as luzes se apagaram e o lencinho foi roubado. Duas vezes fui ladrão: – roubei-te um beijo da … Ler maisHistória de um lenço

traz hoje uma curiosidade da Pinda antiga. Para os amantes do truco, ou truque, popular jogo de baralho muito praticado no Brasil, trazemos um poema humorístico encontrado no extinto jornal local Folha do Norte (edição 1º/5/1904), assinado por Nhô By . O poema é a prova de que na Pindamonhangaba do início do século XX esse jogo já era muito apreciado, principalmente pelos caboclos.

Truque na roça – Chupa truco essa porquera! E diga por que não qué!… Mecê já feis a primera, agora eu fico no pé. – C’o esta eu mato esse treiz, e mecê veja o que fais; meta o doizinho de veiz, que no fim fecha o meu áis. Êta mundo!… ai – vem mania?! … Ler maistraz hoje uma curiosidade da Pinda antiga. Para os amantes do truco, ou truque, popular jogo de baralho muito praticado no Brasil, trazemos um poema humorístico encontrado no extinto jornal local Folha do Norte (edição 1º/5/1904), assinado por Nhô By . O poema é a prova de que na Pindamonhangaba do início do século XX esse jogo já era muito apreciado, principalmente pelos caboclos.

Tuba de Eros

Eu a esperava, trêmulo. Em redor o silêncio rondava. Entardecia. Febril por lhe beijar a boca em flor, a esperá-la, meu Deus, como eu sofria! Em vão o meu olhar indagador pela deserta estrada se estendia… – De vez se fora Apolo abrasador, – Vesper, no céu da tarde, refulgia. Desesperado, em minha dor arfando, … Ler maisTuba de Eros

Poema ao som da chuva

Que chuva sem fim! Vem caindo, escorregando… Fustigando a rua. Que tristeza sem fim a da natureza. Até os montes risonhos quietam-se atrás de véus neblinais. A natureza chora chuva. Que nostalgia sem fim a minha. Vem vindo, ficando… Chove lágrimas de nostalgia! Será meu pranto infinito essa chuva sem fim? Em cada gota saudades … Ler maisPoema ao som da chuva

Tribuna do Norte

Nau que deslizas sobre o mar imprensa, de brancas velas, enfunadas, pandas; nau que as vagas resistes, formidandas, vagas da vida – tempestade imensa Andas vogando nessa luta infensa, vogando altiva, de onda em onda, tua andas; E, embora sem ter porto, não desandas nessa jornada avara, e dura e imensa! Tens do século já, … Ler maisTribuna do Norte

Noivos

Amigo, o céu de tua vida agora de um novo brilho rútilo se enfeita: – O olhar formoso da formosa eleita, eleita de tua alma sonhadora. Ao fulgor dessa luz enlevadora toda amargura em ti sentes desfeita e a alegria, mais franca e mais perfeita, entra cantando por tua alma afora… Queira o céu piedoso … Ler maisNoivos