Editorial : Jovens e álcool não combinam

O carnaval se aproxima e, como vemos nesta edição, a administração municipal está buscando parceria com projetos sociais e a Promotoria Pública, para impedir o consumo de álcool por menores de idade neste período.

Apesar da venda e do consumo de bebidas alcoólicas por menores serem proibidos no Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz dados alarmantes.

Dos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental que responderam ao questionário, 55% deles assinalaram já ter tomado uma dose de bebida alcoólica, como uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de cachaça ou uísque. Em relação à embriaguez, 21,4% dos estudantes informaram já ter passado por algum episódio de embriaguez.

O uso do álcool é algo comum em nossa cultura, mas o que não podemos deixar é que a nossa futura geração seja uma geração de alcoólatras. A educação começa em casa, sempre. Os pais têm o dever de educar seus filhos, explicando-lhes o que é certo e o que é errado.

Cabe à família da criança ou do adolescente estabelecer um diálogo no qual o jovem possa compreender os riscos do uso do álcool, além de dar o bom exemplo.

Cabe à comunidade desenvolver projetos sociais que envolvam e atinjam os jovens, desenvolvendo a cidadania e a consciência sobre os riscos e consequências sociais do abuso do álcool.

Enfim, cabe ao Governo fornecer os subsídios necessários para que tais projetos saiam do papel, principalmente nos espaços públicos, como a prefeitura tem buscado.

Somente com todos trabalhando conjuntamente poderemos prevenir o uso precoce de bebidas alcoólicas e formar jovens saudáveis, conscientes e cidadãos.

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