Malaquias Marcondes Neto, o fotográfo da Prudente de Morais

O Museu Histórico e Pedagógico D. Pedro I e Dona Leopoldina possui entre seu rico acervo ‘Fotos Antigas de Pindamonhangaba’, uma fotografia ampliada da rua Prudente de Morais no início do século XX, com uma garotinha de sombrinha, tendo como fundo a histórica entrada da cidade para quem vinha do Rio de Janeiro. Também reproduzida na técnica pintura sobre azulejos pelo saudoso artista plástico santista, Ademir da Costa Alves, o ‘Kuka’ (1952-2017), e afixada em uma das paredes externas da biblioteca do Bosque da Princesa, é uma imagem da Pinda antiga que se propaga graças a um retrato tirado por seu Malaquias de sua filha Astogilda.
Malaquias Marcondes Neto era um farmacêutico muito dedicado à arte de fotografar, na época, ‘tirar retrato’. Nascido em Pindamonhangaba em 17 de fevereiro de 1881, era filho de Benedicto Marcondes Monteiro e Ignacia Benedita de Castro. Casando-se em 31 de janeiro de 1903 com a também pindamonhangabense Maria Augusta de Almeida, filha de Francisco Antonio de Almeida e Maria José de Almeida, foi pai de Astogilda, a menina de sombrinha do retrato, e do menino André Martinho.
Seu Malaquias faleceu em 11 de março de 1958; sua esposa, Maria Augusta, que era professora rural e lecionava no bairro do Mandu, morreu em 25 de maio de 1963.

Descendentes
A filha Astogilda, vindo a contrair matrimônio com Benedicto Cunha, teve duas meninas: Gilda Cunha Ruggiero e Beatriz Cunha Péres. Gilda teve três filhos: Cláudia Cecília (psicóloga na Delegacia da Mulher de Pindamonhangaba), Afonso e Bianca Cecília. Beatriz (a nossa leitora colaboradora, também teve três: Eduardo, Ennio e Henrique.
O filho de Malaquias que se chamava André Martinho foi pai de dois filhos: Heitor e Roberto. Heitor teve dois filhos: André e Heitor. André, apesar de nascido e morador em São Paulo, amava Pindamonhangaba. Quando morreu teve seu corpo cremado e as cinzas atiradas ao rio Piracuama, conforme sua vontade, nos revela Beatriz Cunha Péres, a neta de seu Malaquias que nos enviou os dados históricos e cópias das fotos antigas que publicamos nesta edição.

  • A divulgada foto da rua Prudente de Morais com a menina Astogilda, filha do fotógrafo Malaquias
  • A mesma menina em outra foto, agora nas proximidades de sua residência e da ‘figueira do Tabaú ‘. A figueira existiu até a primeira metade do século XX, na beira da atual São João Bosco, lado direito de quem segue em direção ao bairro de Santana e era essa árvore que denominava o local