Editorial : Não é sobre gênero, é sobre humanidade!

Todo dia oito de março ressurgem os ‘mimimis’; sobretudo, nas redes sociais: “Por que ter uma data se todo dia é dia da mulher?”; “Eles enviam flores hoje, nos demais dias só denigrem.”; “Chega de hipocrisia, mulherada, não aceitem presentes!”; “Eu prefiro minha parte em dinheiro!”… Eteceteras e tal…
Mas são tantos “eteceteras” que talvez nem caibam em um texto.
É fato que todo dia é tempo de celebrar o dia das mulheres. Dos homens. Das crianças. Mas, como a data de hoje – “Dia Internacional da Mulher” – é oriunda das diversas reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho e por seus direitos sociais e políticos; e, mesmo esses fatos tendo ocorrido entre o fim do século XIX e o início do século XX, a luta da mulher por igualdade e por reconhecimento é anterior a esses períodos e, pasmem, existe até os dias atuais –; é preciso suscitar o debate.
O crescente número de feminicídio “encoberto” por tradições, machismo, intolerância e por uma infinidade de “motivos” que alguém tem para violentar uma mulher, é grave. É vergonhoso. É desumano. É um retrocesso sem tamanho.
De acordo com o ACNUDH (Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos), o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de feminicídio. Isso porque sabemos que existem muitos casos que não são tratados como feminicídio ou violência contra a mulher, mais sim, como tentativa de homicídio ou lesão corporal.
É por isso que hoje é dia de celebrar com as mulheres, mas também é dia de debater questões de estereótipos, de cidadania, de equidade, de gênero e de humanidade. Precisamos evoluir!

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