Lembranças Literárias : Numa vereda solitária…

…ela passeia. De alma satisfeita,
canta e caminha, balouçando os braços.
E a fina relva da vereda estreita
vai beijando a leveza de seus passos.

Vai descuidosa. Nem sequer suspeita
que meus olhares – sátiros, devassos –
Vão-na seguindo, vão sonhando, à estreita,
beijos de fogo, noturnais abraços…

quando ela passa, à margem do caminho
curvam-se as flores, numa reverência
à graça de seu corpo louçainho.

E seu passo é uma lépida cadência
que o vento vem trazer-me de mansinho
num murmúrio de brejeira confidência…

Hylario Correa, Tribuna do Norte, 7 de junho de 1931

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