Vanguarda Literária : O VALOR DA ATIVIDADE FÍSICA NA ADOLESCÊNCIA

Por José Valdez de Castro Moura

Nós, estudiosos da Hebiatria (ramo do conhecimento médico que se dedica ao estudo das questões de saúde integral dos jovens) estamos muito preocupados com a inatividade dos nossos adolescentes seduzidos pelos encantos da internet que lhes estimulam apenas dois sentidos: a visão e a audição.
Os benefícios proporcionados pela prática regular de atividades físicas na infância e, em especial na adolescência, desempenham um importante e decisivo papel no crescimento e no desenvolvimento, além de ser um fator altamente positivo no que se refere à prevenção de doenças crônicas (diabetes II, doenças cardiovasculares) que principiam nessa fase da vida. É capital salientar que as atividades físicas e/esportivas aumentam a auto-estima e contribuem decisivamente para a construção da auto-imagem.
Os adolescentes devem envolver-se nas chamadas “atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa, pelo menos uma hora por dia ou 300 minutos semanais”, sendo que as mesmas podem ser praticadas dentro ou fora da escola de maneira estruturada ou não. Trabalhos científicos nessa área constatam a elevada prevalência de inatividade física (para eles definida como a não práticas das referidas atividades por tempo inferior a 300 minutos semanais) em adolescentes finlandeses, portugueses e americanos, e até aqui no nosso país, conforme apontam estudos realizados em Pelotas (RS) em São Paulo (capital). E, esses índices são mais prevalentes em meninas, no grupo etário entre 17 e 19 anos e de classe social um pouco mais elevada (Classe B).Trabalhos multicêntricos aqui e no exterior apontam-nos dados confiáveis alertando para o seguinte fato: a prática de atividades físicas e/esportes em escolas, centros de recreação, complexos esportivos (como o da Mangueira no Rio de Janeiro) representa fator protetor contra o alcoolismo e tabagismo na adolescência. Num país de jovens, só para exemplificar: na Grande São Paulo há aproximadamente um milhão de jovens entre 14 e 19 anos, o incentivo às atividades físicas é altamente salutar, encorajador e necessário. Em pesquisa qualitativa que realizamos há quatro anos, decodificando o discurso de professores e de jovens, sobre o assunto, eles demonstraram claramente o papel socializante do esporte, e, que a delinquência juvenil escolar diminui quando se realizam os jogos internos nos colégios em estudo. Dessa maneira, vamos entender que o esporte tem um papel altamente relevante e positivo na formação da personalidade do adolescente que atravessa essa fase turbulenta da vida em busca da sua condição de adulto. O incentivo ao esporte, nos governos sérios, deve ser prioridade nas Políticas Públicas de Saúde.
Portanto, “MENS SANA IN CORPORE SANO” (“Mente sadia num corpo sadio”) como já afirmavam os nossos ancestrais da velha Roma dos Césares.

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