Parceria cultural difunde exibições de cinema pela cidade

O vínculo entre o projeto “Cine Didun” e a prefeitura tem apresentado filmes ao público local

Colaborou com o texto: Dayane Gomes
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“As histórias que os livros nos contam duram para sempre e o mesmo espero das histórias trazidas pelo cinema”, já contemplava o cineasta português Manoel de Oliveira. Com uma disposição parecida, um grupo se prendeu ao anseio de expandir a fronteira lírica e social da produção fílmica e resolveu firmar o título “Cine Didun” como uma legenda da divulgação popular do cinema em Pindamonhangaba. Posteriormente, o apoio recebido por distribuidoras de filmes ganhou um novo componente, firmado como a colaboração do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal na realização de apresentações gratuitas em ambientes públicos da cidade valeparibana.
Partindo do princípio de que a arte é, entre outras profundas definições, uma atividade de manifestação comunicativa, a cúpula idealizadora do “Cine Didun” valeu-se da linguagem audiovisual para manifestar e instigar o manifesto de um fluxo social gratuito na vivência do município. “Para isso, pensávamos ser necessário evitar ‘personalizar’ o evento e não realizar as sessões em espaços privados, como residências ou estabelecimentos comerciais”, lembra o animador cultural do projeto, Alexandre Rocha da Silva.
A “democratização” cultural se sustentou como a essência da iniciativa diante da realidade estrutural das possibilidades físicas de projeção de filmes, conforme contextualiza Alex. “O Palacete 10 de Julho, além de ser um recinto público pouco frequentado, mostrava ter um potencial de congregar pessoas vindas dos lugares mais variados, por estar localizado no centro, próximo aos pontos de ônibus, escolas e comércio”, presume.
Neste momento, os agitadores entraram em contato, pessoalmente, com a Prefeitura para a averiguação do uso do Palacete 10 de Julho para concretização da difusão. O engajamento do empreendimento foi um fator decisivo para a consolidação da parceria. “O ‘Cine de Didun’ mais do que fazer projeções, oferece filmes que não estão no circuito comercial e propõe debates. Geralmente, são filmes alternativos e documentários, pois é importante conhecer outras produções, principalmente, do cinema brasileiro”, evidencia Alcemir Palma, diretor do Departamento de Cultura.
“Os comentários que temos recebido são muito positivos porque as pessoas acabam se familiarizando com o audiovisual de qualidade”, sinaliza Palma, ao mesmo tempo em que identifica a preparação especial empregada para cada exibição. “Há uma curadoria nas sessões para que o público possa conhecer quem produz e dirige o conteúdo que tem muito a ver com a nossa realidade e ajuda na reflexão sobre o dia a dia”.
Esse processo de correlação com a vida cotidiana integra parte da linha artística do cinema e é empregada pelo “Cine Didun” com frequência. Há pouco tempo, uma apresentação do filme “Uma Lição de Vida” para uma turma da EJA (Educação de Jovens e Adultos) de uma escola municipal do bairro Castolira exemplificou o “casamento” da película com a realidade dos alunos que estão se alfabetizando na Terceira Idade.
A expectativa de ambos os lados do vínculo se concentra no aumento do número de espaços públicos acolhedores das projeções audiovisuais, incluindo escolas municipais e estaduais de Pindamonhangaba. “Até o momento, o Departamento de Cultura tem se mostrado muito parceiro e interessado no desenvolvimento das atividades, o que nos facilita em grande parte”, salienta o animador Alexandre Rocha.

  • O principal local público que recebe as sessões gratuitas é o Palacete 10 de Julho
  • Recentemente, o projeto realizou uma sessão fechada em uma escola municipal do bairro Castolira
  • A conjuntura das projeções envolve debates sobre o conteúdo dos filme
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