‘Pokémon Go’: veja como funciona o game que é fenômeno nos celulares

Por Bruno Araújo,
do Globo.com

As preces dos treinadores brasileiros foram atendidas, e “Pokémon Go” enfim foi lançado no Brasil na noite de quarta-feira (3). Mas se você ainda não entendeu do que se trata, seguem explicações básicas do game de smartphones para você começar sua própria coleção de monstrinhos de bolso.
Disponível para aparelhos Android e iOS, “Pokémon Go” usa dados do Google Maps para espalhar monstrinhos, PokéStops e ginásios pelas ruas da sua cidade.
Os pokémons aparecem aleatoriamente pelo mapa, respeitando um nível de raridade e algumas condições geográficas. Monstrinhos de água, por exemplo, tendem a surgir perto de rios, lagos e mares.
A ideia é que você ande por aí para encontrá-los e capturá-los. E para isso, basta arrastar a pokébola que aparece na parte de baixo da tela na direção do pokémon.
Algumas criaturinhas são mais difíceis de pegar. Mas conforme os treinadores jogam, novas pokébolas mais eficazes também ficam disponíveis.
Já os estabelecimentos comerciais e outros pontos urbanos se transformam nas PokéStops, locais fixos onde os treinadores podem coletar periodicamente (e gratuitamente) mais itens. As PokéStops são parada obrigatória para reabastecer o seu estoque de pokébolas e incensos – este último atrai mais pokémons para sua localização.
Assim como nos jogos convencionais dos videogames da Nintendo, “Pokémon Go” também tem ginásios, os centros de treinamento dos grandes mestres pokémon. Na vida real, eles costumam ser encontrados em monumentos e pontos turísticos.
Os jogadores só podem disputar um ginásio após ganhar pontos de experiência suficientes para chegar ao nível 5, que é quando fica disponível a escolha de um time dentro do mundo de “Pokémon Go”. Nessas horas, o jogo ganha uma cara de Foursquare (quem lembra desseapp?): uma equipe conquista um ginásio e precisa defendê-lo das outras.
Rolam batalhas, mas não como no GameBoy ou no 3DS. Você não escolhe golpe X ou Y e espera o desfecho em um combate em turnos. A cada toque na tela seu pokémon executa um golpe. E quem derrotar o outro antes, vence.
De acordo com a Niantic, empresa desenvolvedora de “Pokémon Go”, troca de monstrinhos e batalhas entre jogadores são recursos que devem ser agregados ao jogo em breve.

Temos que pegar

“Pokémon Go” usa realidade aumentada e GPS para levar os monstrinhos da Nintendo para o mundo real. Com a função GPS, os jogadores são avisados de quando estiverem próximos à localização de algum monstrinho. O app então processa uma imagem virtual dos pokémons sobre o sinal obtido via câmera fotográfica dos aparelhos.
Desde que chegou aos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia em 5 de julho, “Pokémon Go” se transformou em um fenômeno.
O game dos monstrinhos de bolso valorizou as ações da Nintendo, se tornou mais usado que Twitter e Tinder e provocou todo tipo de fenômeno – de lesões em jogadores a alertas de departamentos da polícia por todo o mundo.
Teve também uma popularização de bebês com nomes de pokémons, pessoas assaltadas por ladrões que usavam o app para atrair vítimas a lugares desertos e até um homem que foi demitido em Cingapura após criticar o país por ainda não ter acesso ao jogo.
Atualmente, “Pokémon Go” foi lançado na América do Norte, vários países da Europa, Japão e outras regiões da Ásia e, agora, Brasil. Segundo John Hanke, presidente-executivo da Niantic, o jogo deve chegar a 200 mercados no total.

Surgem em todos os lugares

Nessa quinta-feira (4) pela manhã, um pokémon do tipo rato, o Rattata, marcava presença na Comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto que trata das dez medidas de combate à corrupção. O bichinho foi flagrado e capturado pelo jornalista George Marques, que acompanhava a reunião enquanto o juiz Sérgio Moro falava.
É bem provável que hoje, os pokémons apareçam aos milhares em diversos pontos do estádio do Maracanã durante a cerimônia de abertura das Olimpíadas.

Imagens: Divulgação
  • Jogo virou ‘febre’ entre crianças, jovens e adultos