Editorial : Viver com simplicidade

Ryokan (um mestre Zen) vivia uma vida simples em uma pequena cabana ao pé de uma montanha. Uma noite, um ladrão visitou a cabana e descobriu que não havia nada para ser roubado. Ryokan voltou e o surpreendeu: “Você provavelmente veio de longe para me visitar e não deve voltar com as mãos vazias. Por favor, tome minhas roupas como um presente!”. O ladrão ficou completamente desnorteado, pegou as roupas e saiu. Ryokan sentou-se nu, observando a lua. “Pobre rapaz”, pensou, “eu gostaria de poder ter dado a ele esta bela lua”. (A Lua Não Pode Ser Roubada).

A breve história acima, de autor não identificado, ilustra a matéria “Monges trabalham os dharmas de Buda em Pinda”, que trazemos na edição de hoje, 5 de junho – “Dia Mundial do Meio Ambiente”.

Os últimos dias foram difíceis para a população brasileira. Momentos de manifestações nas estradas; de alta nos preços do combustível e dos produtos básicos da cozinha nacional; de crise econômica; de incertezas e de uma enxurrada de verborragia, sobretudo nas redes sociais. Recomeçar a semana e poder ler sobre pessoas que pregam (e tentam viver) de forma simples e feliz é engrandecedor e estimulante!

Alguns definem o budismo como religião, outros, como filosofia de vida, como ciência ou apenas ideologia… Mas, independentemente da definição, é louvável conhecer pessoas que transmitem paz em meio às “guerras diárias”; é bom ver seres humanos sendo humanos; amando o outro, respeitando o semelhante (e o não semelhante); cuidando do meio ambiente e de todos os ambientes. Que esta nova semana traga novas chances, paz e sabedoria a todos!

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