Editorial : Águas de março

Na próxima semana a estação mais quente do ano chegará ao fim. No dia 20 de março de 2017, às 7h29, segundo o Climatempo, o verão vai embora. Como os especialistas previram, a estação teve “predomínio de temporais”. Inclusive, alagou bairros inteiros, teve deslizamentos de terras e deixou muitas famílias desabrigadas por diversos cantos do país.

O litoral Norte de São Paulo, assim como diversas cidades da região, registrou quedas de árvores, deslizamentos de barreiras, trânsito congestionado e muitos outros transtornos. Sem falar na Capital Paulista que, todo ano, passa pelas terríveis enchentes que já viraram rotina e trazem destruição.

Ainda de acordo com os meteorologistas, neste verão, as temperaturas estavam mais amenas em relação aos anos anteriores. Não é o que a pessoas dizem e sentem na rua, mas são previsões – que dizem: “é durante o verão que cai a maior parte da chuva no Brasil, quando se forma o corredor de umidade da Amazônia carregado de calor e muita umidade, provocando chuvas fortes”.

Entra ano, sai ano e nos deparamos com os mesmos problemas das “chuvas típicas de verão” e do “choveu acima do esperado para todo o mês ou ano”. De fato, “chover” faz parte da natureza, mas até que ponto contribuímos para essas intempéries e esses desastres “naturais”? Ou de que forma os evitamos?

São perguntas que devemos responder para nós mesmos. Responder, fazendo a nossa parte. Porque as previsões devem existir para prevenir. Para que haja ações que minimizem os impactos. Ou não?

Enquanto isso, “as águas de março vão fechando o verão”. É torcer para que sempre haja vida além das “promessas nos corações.”

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