História : Central do Brasil

O objetivo do Governo Federal ligando São Paulo ao Rio de Janeiro por intermédio das ferrovias, era o de transportar a imensa produção cafeeira proveniente da região do Alto Paraíba. Infelizmente, aconteceu a decadência do produto nas terras do Vale e o café passou a ser cultivado em outras regiões.
Para dar continuidade ao importante meio de transporte, o governo optou, em 1891, pela encampação da EF São Paulo/Rio, incorporando-a à antiga EF Pedro II, que devido à proclamação da República (1889), passara a ser denominada Estrada de Ferro Central do Brasil, afinal não eram convenientes ao governo da República quaisquer denominações que lembrassem o governo imperial. Foi a partir daí que surgiu a inesquecível Central do Brasil.
Por várias décadas Pindamonhangaba contou com uma das estações da Central do Brasil, que depois passou a ser denominada RFFSA – Rede Ferroviária Federal. Havia o movimento constante dos embarques e desembarques. Viajava-se para São Paulo, para o Rio e para todos os municípios entre as duas metrópoles onde houvesse uma estação. Até que a rodovia Presidente Dutra surgiu como o grande meio de transporte para passageiros e cargas.
Por conta disso, os trens de passageiros deixaram de circular, e houve uma queda nos trens de carga (o Brasil, infelizmente, deixou de investir na malha ferroviária). A RFFSA não pôde competir com os ônibus e os caminhões.
Hoje os trens ainda cortam Pindamonhangaba, agora pertencem a MRS Logística. Mas quando param, param a cidade com suas manobras. Não há mais aquele romantismo típico de uma estação, as emoções das chegadas e das partidas. São só cargueiros cortando madrugadas com seus apitos plangentes. São só máquinas, cuja cadência sonora produzida pelo atrito sobre os trilhos despertam reminiscências nos corações saudosistas… saudosos das antigas composições de passageiros da Central do Brasil.

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