Festa de São Judas termina domingo

Neste domingo (30) as celebrações a São Judas Tadeu se encerram após dez dias de missas e orações. A festa é a principal forma de recolher fundos, visto que 40% da receita vem do Estado e município, os demais são doados por fiéis, arrecadados em missas e a contribuiçãodos munícipes, porém, não é o suficiente para manter o lar.
Além dos shows, a gastronomia é uma das grandes atrações devido à variedade de pratos, como comida mineira, pastel, sanduiches, truta, bolinho de bacalhau, massas, traíra, churrasco, panqueca, panzzeroli, doces, além dos artesanatos.
Rafinha Acústico, Wagner Muzak e Ronaldo Baracho e Murilo Galdino são alguns dos nomes que já passaram pelo palco da festa este ano, que receberá Grupo do Davi Show Bola Gold, Dedos e Línguas e Gustavo e Gabriel até domingo, último dia.
A tradicional procissão não será no dia do santo, 28 de outubro, foi transferida para domingo, às 18 horas, para que mais fiéis possam comparecer.

Programação
Sexta-feira (28)
19h – Missa São Judas com Frei Laércio
– Grupo do Davi Show Bola Gold
Sábado (29)
19h – Missa das Crianças com Frei Diego e Coral Pastorinhos de Fátima
– Show Dedos e Línguas
Domingo (30)
12h – almoço festivo
18h – Procissão
19h – Missa Afro com Frei Laercio e Comunidade Negra de Lorena
– Show Gustavo e Gabriel.

O Lar São Judas

O Lar São Judas Tadeu atende cerca de 90 crianças que estão mais vulneráveis aos riscos sociais como drogas e mau relacionamento familiar. Na entidade eles desenvolvem atividades, fazem refeições e ganham suporte escolar.

A convivência e fortalecimento de vínculos que são trabalhados ajudam na preparação das crianças para trabalhar a relação de convivência. “Viver com aquilo que está ao seu redor”, explica o ministro local, Frei Laércio.
Até o regime de internato ser extinto, o lar abrigava apenas meninos, com baixas condições financeiras, onde era permitido dormir no local. “Viu-se que era necessário a criança crescerem junto ao convívio da família, para estreitar os laços, mesmo com poucas condições”, contou o frei. Hoje esse modelo não é mais usado na instituição e pode ser estendido às meninas, nas mesmas situações.
As crianças que frequentam o lar, fazem um contraturno à escola, ou seja, as que estudam de manhã vão ao lar a tarde, e vice-versa. De manhã elas almoçam na instituição que os levam à escola e traz os outros, que chegam para a refeição do almoço e seguem com as atividades na parte da tarde.
O frei ressalta que o lar não é um reforço escolar para as crianças, mas sim uma maneira para elas não ficarem na rua. “Temos que ter essa consciência, as drogas estão em todos os cantos. Chegam mais rápido hoje em dia”, lamenta o frei.
Atividades como o judô, é uma das mais queridas pelas crianças, além dessa modalidade esportiva, contam com aulas de artesanato, brincadeiras e educação física, que, de acordo com Frei Laércio, é o carro chefe. Essas ocupações desenvolvem a convivência, fortalecimento e vínculo, que através das crianças são passados para o dia a dia de suas famílias.
Nas férias geralmente os trabalhos diminuem, porém, as crianças sentem falta. “Nesse período elas perguntam aos pais quando retornam as atividades”, conta o frei. Aquelas que precisam de um amparo maior continuam frequentando o lar, mas esse número é muito reduzido.
Todos que passam pelo lar São Judas Tadeu são muito gratos pela assistência que a entidade ofereceu, um exemplo disso é a visita frequente deles à entidade. “Eles falam sobre a importância que o lar fez na vida deles e dos valores transmitidos”, ressalta frei Laércio.
Há 69 anos a entidade está na cidade ajudando crianças em vulnerabilidade social, no qual o corpo de freis, Laércio de Carvalho, Fidélis Sechuk, Diego Bastos, Acácio Romão e Bruno de Melo, contribuem e auxiliam nos trabalhos da instituição.
Inscrições
Para fazer parte do Lar são Judas Tadeu é necessário contatar a instituição para que a assistente social faça um estudo e uma triagem, visite a casa interessado e veja as condições socioeconômicas da família. No momento, a entidade não está recebendo crianças, pois não há espaço para acomodá-las. Os pais que tiverem interesse devem aguardar na lista de espera.
Religião
De comunidade católica e dirigido por membros da religião, o lar não adota o cristianismo como mecanismo de ensinamento às crianças, mesmo porquê a orientação da assistência social é que a religião não seja introduzida.
Geralmente as famílias dos menores são de outras crenças, então, para que não haja essa interferência, a entidade busca passar os aprendizados básicos, que qualquer pessoa deve ter. “Nós passamos mais os valores espirituais de modo geral”, ressalta o frei.
Mesmo diante desse fator, no lar há uma capela, onde missas são realizadas nos finais de semana.

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