Vanguarda Literária : MEDICINA ESPACIAL: ALGUMAS REFLEXÕES

No mundo todo aumentou o número de pessoas que viajam de avião, em especial, no fim do ano. No Brasil, milhares de pessoas lotam os aeroportos (no mais das vezes sem estrutura adequada) e aviões. Evidentemente, com o aumento explosivo de viagens aéreas, em termos proporcionais, cresce a ocorrência de agravos à saúde ou problemas médicos em passageiros e tripulantes, e, cada vez mais, pessoas idosas e as portadoras de males pré-existentes ganham os céus do nosso país. Aí, surgem questões diversas e muito sérias como esta: como liberar para o trabalho, por exemplo, um comandante de aviação que faz uso de medicamentos psicoativos, logo ele que tem a enorme responsabilidades com a segurança, com as vidas de centenas de passageiros? E, sempre os que vão viajar nos perguntam: tenho condições de viajar de avião?
As viagens a bordo das aeronaves comerciais, em termos gerais, não deveriam ser motivo de problema para a saúde ou desconforto médico. Elas são pressurizadas, voam a aproximadamente 10 mil metros do solo, e, evidentemente, vão exigir adaptações do organismo principalmente ao ar rarefeito dentro da cabine do avião. Normalmente, passageiros com condições médicas pré-existentes (por exemplo: pressão alta) se estão em tratamento, em níveis normais de pressão, no momento do voo, chegam bem ao seu esperado destino. Entretanto, existem os que se encontram com doenças crônicas ou em recuperação, com os quais podem ocorrer problemas sérios. E, não esqueçamos que as condições de equipamento para atendimento de emergência das aeronaves, são precários.
Reflitamos: um paciente com AVC (derrame) pode viajar? Depende do tipo e da gravidade. Mesmo os que foram acometidos de AVC esquêmico, devem aguardar de 4 a 5 dias, e, os que sofreram AVC hemorrágico, no mínimo, 7 dias, segundo preceitos da Medicina Espacial, ramo da Ciência Médica que estuda esses fatos. Os pacientes com angina estável, os que tiveram enfarte não complicado, devem aguardar entre duas a três semanas; os que fizeram ponte de safena devem esperar no mínimo duas semanas; os asmáticos em crises e graves, com hospitalizações recentes, não devem viajar. Pelo que foi explicado, cada caso deve ser considerado, afinal, analisam-se doentes e não doenças. Um ponto importante: quem toma seus medicamentos devem levá-los na sua bagagem de mão e não interrompê-los. Aqueles com necessidades especiais (de alimentação, suporte de oxigênio ou cadeira de rodas) devem comunicar às companhias aéreas. Quantas vezes, pessoas que têm náuseas, dizem passar mal em viagens aéreas, não tomam o mínimo cuidado e ainda ingerem bebidas, comem salgadinhos, ao invés de se prevenir com um antiemético? Nós, como passageiros, temos que fazer a nossa parte. Já presenciei, num voo, uma senhora reclamar para a guia de turismo que ela deveria trazer remédios para dor de cabeça, um “calmante” porque isto seria um cuidado com o cliente. Incrível, mas aconteceu! A guia de turismo, ou, em última instância, a agência de turismo não tem nenhuma responsabilidade e nem deve assumir responsabilidade de remédios, administração de medicamentos a nenhum de seus clientes. E, é bom que se diga que ocorrem com outras companhias aéreas de fora do nosso país. No ano passado, um avião da KLM, em voo para Amsterdam, com uma hora que tinha partdo do aeroporto de São Paulo, teve que pousar no Rio para o atendimento emergencial de um passageiro (que, por sinal, faleceu a bordo), acomodar todos os passageiros em hotéis, para partir no dia seguinte. E, o que aconteceu realmente? O passageiro que morreu tinha saido do Hospital (aliás, fugido!!!) por sua conta e causou aquele transtorno todo. Pensemos bem: pessoas faltaram a compromissos, houve um grande prejuízo financeiro para a companhia aérea. É de se lamentar a morte de um ser humano, e, no caso, a grande irresponsabilidade do cidadão. Portanto, fazer a nossa parte (afinal, somos os gerenciadores da nossa saúde) é essencial!

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