Lembranças Literárias : O canário

Quando a noite nos céus se desarvora
E a madrugada nasce alvinitente,
Modula meu canário a voz canora,
Talvez chamando a companheira ausente

Ao seu cantar se ajunta ardentemente,
A falácia que embala os tons da aurora,
E ele, em delírios, canta o amor que sente
Mesmo lhe sangre o coração que chora.

Mas quando canta no palor do ocaso,
Sua alma vai rolando ao léu do acaso,
Como os sonhos da gente à dor da vida!

Assim também eu canto a minha mágoa,
Porque o pranto eterniza o amor querida,
Na ternura de uns olhos rasos d’água…

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