Dois novos tipos de testes para Covid-19 São desenvolvidos

*COLABOROU COM O TEXTO: Matheus Ramos

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, interior de São Paulo, patentearam dois novos testes para detecção do Covid-19 (Coronavírus) pela saliva. Segundo os pesquisadores, se produzidos em grande quantidade, os testes podem ajudar na testagem em massa da população brasileira; assim enfrentando diretamente a pandemia do Coronavírus.
Um dos testes possui a tecnologia que envolve um sensor eletroquímico que permite fazer uma análise quantitativa da proteína Spike (espícula) na saliva do paciente.
Uma vantagem em relação aos testes já utilizados, é o fato de o novo método dispensar a coleta de secreção (Swab nasal).
O outro teste desenvolvido pela equipe detecta na saliva o RNA do vírus com precisão semelhante à do RT-PCR – exame considerado ‘Padrão Ouro’ para o diagnóstico da Covid-19.
Outra vantagem da inovação está em permitir que mais amostras (de diferentes pacientes) sejam verificadas ao mesmo tempo. Para tanto, foi adaptada a plataforma Elisa (Ensaio de Imunoabsorção Enzimática, na sigla em inglês), amplamente utilizada em laboratórios de análises clínicas de todo o Brasil.
Essa técnica é geralmente usada para fazer testes imunoenzimáticos, que permitem a detecção de anticorpos específicos para um determinado patógeno. A plataforma é composta por uma placa com 96 pequenos poços nos quais fica aderida uma proteína viral capaz de ser reconhecida pelo sistema imune humano, o que permite analisar amostras de 96 indivíduos ao mesmo tempo, garantindo agilidade no diagnóstico.
“O pulo do gato da técnica que desenvolvemos foi adaptar o equipamento, geralmente usado para detecção de anticorpos, para fazer a leitura de material genético [RNA] do vírus. Isso é uma novidade que nunca tinha sido desenvolvida. Como o método ‘Elisa’ é muito difundido, e está disponível em qualquer laboratório de análises clínicas do país, seu uso traria maior capilaridade e agilidade no diagnóstico da Covid-19. No futuro, pretendemos aproveitar essa inovação no desenvolvimento de testes para outras doenças”, diz o pesquisador do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Ufscar, Ronaldo Censi Faria.
Mais informações podem ser encontradas no site: https://agencia.fapesp.br